Editorial
Um levantamento como o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2008 deve ser entendido não como um ponto de chegada, mas como ponto de partida.
Ao apresentar esse extenso levantamento de informações sobre o setor, a Abrasce pretende dar referências para o mercado. É justamente a partir do auto-conhecimento que se pode planejar melhor, ajustar condutas, atrair investidores, ampliar negócios, avaliar riscos.
Por conta desse trabalho, é possível aos gestores e investidores terem uma noção mais concreta do tamanho do mercado, para onde ele evolui, os tipos de empreendimentos mais comuns, enfim, algumas das principais tendências.
Além disso, o Censo é uma ferramenta de trabalho preciosa para entender um pouco mais os consumidores, uma vez que são os próprios shoppings a responderem o que escutam deles, em suas localidades.
Quanto mais o setor cresce, mais extensa torna-se uma pesquisa como a que se apresenta agora. De alguns anos para cá, o mesmo trabalho talvez não incluísse empreendimentos em dezenas de municípios que participaram do levantamento. Isso é um sinal de maturidade da indústria, que agora chega a nichos antes inexplorados.
Após a primeira olhada nos números e análises é possível concluir que muitas novidades virão, no futuro próximo, quer em relação a localização de empreendimentos, quer no que diz respeito aos seus portes e especializações.
Depois de uma leitura mais profunda, vê-se que a abertura de capital de vários grupos, a entrada de novos players e o investimento estrangeiro têm modificado profundamente o “retrato” do setor.
Está, portanto, dada a largada para as mais variadas análises e estudos que, certamente, contribuirão e muito, para a evolução da indústria brasileira de
shoppings. Até porque, como costumam dizer os economistas: pobre do setor que não conhece seus números.
Boa leitura,
Os Editores
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